Archive for November, 2007

§ Descobriram que o Fernandinho Beira Mar comandava quadrilha de dentro da prisão.

Felizmente, foi preso na hora.

§ O navio de cruzeiro M/S Explorer atinge iceberg na Antártida e afunda.

Iceberg azul da morte?

(EDIT: em inglês fica muito mais engraçado)

§ Tsubasa Reservoir Chronicle Cap 172 (scan; scanlation; tradução en da jamie, inarikami, ashura-sama; tradução pt da steh via inarikami): meh. enrolação.

§ Tsubasa Reservoir Chronicle Cap 173 (scan; scanlation; tradução en da jamie, inarikami, ashura-sama; tradução pt da steh via inarikami): ZOMG WTF.

§ xxxHOLiC 145 (scan; scanlation; tradução en da jamie, inarikami, ashura-sama; tradução pt da steh via inarikami): Finalmente Holic voltou T_T. ZOMG WTF.

Comentários com SPOILERS: Mais… »

Pôster de A Bússola de Ouro com a protagonista, Lyra, e um urso polar cujo nome desconheçoEu não tinha dado muito atenção a A Bússola de Ouro (The Golden Compass), filme que estréia nos cinemas em dezembro. Até que descobri que a série de livros na qual ele é baseado tem temas anti religiosos e o autor, Philip Pullman, é ateu.

Instant win. Preciso ver esse filme. E ler os livros. É praticamente o oposto d’As Crônicas de Nárnia!

É claro que os cristão bitolados já estão revoltados e estão promovendo um boicote. No filme foi tudo atenuado, mas e se crianças gostarem, e comprarem os livros para elas? Ninguém pensa nas criancinhas?!?

Mas o melhor de tudo é a data de estréia no Brasil: 25 de dezembro. Isso tem que ter sido de propósito.

***

A série de livros foi lançada no Brasil, denominada coleção Fronteiras do Universo, composta de três livros: A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar. O triste da história é que estou querendo fazer uma nova compra na Amazon e, com o preço dos três livros aqui, eu posso comprar os três e mais três outros livros pelo mesmo preço.

Viva o Brasil. Por que livro aqui é tão caro? Provavelmente porque vende pouco. Agora não sei se dou uma de incentivador da indústria nacional e compro aqui ou importo da Amazon.

Testemunhem essa obra de arte!

(Meu primeiro post no reddit a chegar no hot, #3 no momento, viva. Os comentários são impagáveis)

Como de costume, na comunidade de Tsubasa no Orkut houve mais um revolta em relação à tradução da JBC, mais especificamente pelo uso de “Biyo” ao invés de “Kiishimu” para a personagem do mundo de Goryeo.

Um dos membros mandou um e-mail pra JBC e essa foi a resposta que mandaram:

Agradecemos seu contato e para explicar o porquê de ter escolhido “Biyo” ao invés de “Kiishimu”, acho melhor fazer um esclarecimento preliminar.

Uma das idéias centrais de Tsubasa é exatamente a viagem por diferentes mundos para recuperar a memória da Sakura, e as autoras do Clamp freqüentemente
utilizam países reais (ex: Coréia e Japão) como base de criação dos mundos que aparecem na trama.

Assim, no processo da tradução, julgo ser fundamental que o leitor brasileiro também tenha possibilidade de contato com diferentes culturas. Por isso, na edição
brasileira de Tsubasa, há um uso maior de palavras em coreano no país de Goryeo (inspirado na Coréia) do que no próprio original em japonês.

Isso porque um japonês consegue facilmente reconhecer a influência coreana em Goryeo, coisa que um brasileiro costuma ter um pouco mais de dificuldade,
simplesmente por não ter um contato freqüente com a Coréia como os japoneses. Assim, o uso maior de palavras em coreano permite que o leitor brasileiro
tenha um contato maior com a Coréia.

Por outro lado, isso traz consigo a responsabilidade de que as palavras estejam corretas, para apresentar o idioma coreano com um mínimo de acerto.

E é aí que entra o “Biyo”. As autoras do Clamp têm um costume de adaptar leituras de kanji (ideogramas) e de trazer referências nem sempre óbvias. Um exemplo é o “Oni” no país de Outo, que se escreve em kanji como “Filhote Demoníaco” (filhote de Oni), embora a pronúncia seja “Oni”. Isso dá uma dor de cabeça para
os tradutores, mas isso não vem ao caso. (^_^)

No caso do país de Goryeo, a influência mais óbvia é a história de Chun Hyang (Chun Hyang ga). Muitos dos termos em coreano que aparecem nessa saga de Goryeo aparecem nessa história, como “Yangban” e “Amhaeng-eosa”. Mas “Kiishimu”, até onde eu vi, não aparece. Eu fiz uma pequena pesquisa para ver se
conseguia localizar qual o significado original e a forma correta de escrita de “Kiishimu”, mas não consegui encontrar nenhuma resposta convincente.

Por isso, ao invés de utilizar “Kiishimu”, que certamente não é a notação correta da palavra original em coreano, eu optei por utilizar “Biyo”, que é a
notação da pronúncia coreana para os kanji que o Clamp atribuiu para “Kiishimu”. As meninas do Clamp escreveram “Biyo” (em japonês, “Hiyô”) em kanji e
escreveram ao lado “Kiishimu”. Assim, a palavra “Biyo” está de acordo com a denominação dada pelo Clamp, ao mesmo tempo em que está correta em termos de notação da língua coreana.

Esse foi o motivo pelo qual, na versão em português do Brasil, aparece “Biyo” - uma notação correta da palavra em kanji utilizada pelo Clamp - no lugar de
“Kiishimu”, uma notação incorreta de uma palavra coreana de cujo significado ainda desconheço. Aliás, se souber qual é a palavra coreana original, como se
escreve e da onde surgiu, por favor me diga porque eu também tenho curiosidade em saber! (^_-)

É um desafio muito grande apresentar para o leitor brasileiro as inúmeras referências e artimanhas lingüísticas que as meninas do Clamp inserem em seus
mangás (especialmente Tsubasa e xxxHolic).

Mas é um desafio que vale a pena, para que o leitor brasileiro possa sentir os jogos de palavras que têm no original. O uso meramente de termos em japonês
(isto é, sem traduzir) é mais fácil para o tradutor, mas toda essa parte interessante que o Clamp traz para o leitor acaba se perdendo quando o tradutor usa
somente os termos em japonês.

E eu, como fã de Tsubasa, faço questão de que os leitores aqui no Brasil possam aproveitar ao máximo as nuances do mangá de Tsubasa, embora isso
freqüentemente resulte em pedradas ao tradutor! XD

Ufa! Acho que era isso. Peço desculpas pela resposta longa, mas espero que tenha esclarecido um pouco a sua pergunta! d(^o^)b

Estamos à sua disposição.

Nem preciso dizer mais nada. (*tudush* se houve ao fundo)

Tá certo que tem coisas na tradução que são difíceis de engolir (”Phi”), e todo mundo se irrita particulamente com alguma coisa. Mas isso não justifica o passatempo de JBC-bashing que muitas pessoas têm (mas é claro que críticas justificadas são sempre bem vindas e forçam eles manterem seus padrões) e na minha opinião eles estão fazendo um ótimo trabalho com as traduções. Ponto para a JBC.

Eles liberaram meu acesso, viva.

Basicamente, será adicionado uma nova opção no menu: “Aplicativos”. Clicando nela, aparecerão os aplicativos instalados, um campo para adicionar novos por URL e um botão para navegar por um diretório de aplicativos (já existem alguns prontos). Clicando no nome do aplicativo, eles são abertos.

No profiles, os aplicativos também aparecerão, logo abaixo do perfil, que agora não aparecerá por completo.

O “Funny Cat Photos” é um aplicativo que estava disponível no diretório. O “Kyon Quotes” eu que fiz, para testar XD

Para desenvolver os aplicativos, é só consultar a API - embora ela ainda não esteja oficialmente lançada, já existe um preview de como ela será. Perceba que existem dois tipos de API: em Javascript e outra usando REST, caso você deseje rodar o aplicativo no seu próprio servidor.

Alguns tutoriais estão no ar. Para aplicativos em Javascript, o procedimento é o mesmo ao de se criar um Google Gadget. Você pode usar o Google Gadget Editor para criar os aplicativos, mas devo dizer que ele é um saco de se usar - a vantagem é que o Google hospeda o aplicativo para você.

Sobre a API em si: ela é dividida em três partes. Na “People and Friends” você pode obter as informações dos profiles de uma pessoa e de seus amigos; na “Activities” ela permite publicar “ações” que uma certa pessoa realizou - por exemplo, o recente “atualizações de seus amigos” do Orkut; e o “Persistence” permite guardar dados relacionados a uma pessoa - por exemplo, se você estiver desenvolvendo um jogo, pode guardar a pontuação do jogador.

Mas posso dizer que eu segui alguns tutoriais e algumas coisas não funcionam - eu não consegui obter a lista de amigos; ela retorna vazia. Mas eu não cheguei a testar muito. Vamos ver como o serviço progride. Outra coisa muito irritante é que ele usa algum sistema de cache - se você altera o aplicativo, você não terá a versão atualizada no Orkut. Para contornar isso tiver que ficar mudando o nome do arquivo.

EDIT: por segurança só aparecem na lista de amigos outros desenvolvedores do OpenSocial; e para transpassar o cache é só colocar &bpc=1 no final da url

O aplicativo de teste que eu fiz é bem simples, e não chega a usar nada da API em si - ele apenas mostra imagem do Kyon e um quote aleatório dele. Você pode adicioná-lo (ou fuçar nele) usando esse URL.

Google anunciou o lançamento da sua plataforma OpenSocial. Ela vai permitir que programadores desenvolvam aplicativos para vários sites como MySpace, Orkut, e muitos outros. Se você já usou o Facebook, sabe do que estou falando.

São aplicativos na grande parte completamente inúteis, mas que todo mundo adora. Comparar gostos de filmes, jogos, frescuras para enfeitar seu profile, etc. Tudo interagindo com os outros usuários.

A grande diferença é que os aplicativos do Facebook só funcionam nele; mas no OpenSocial vários site irão fazer parte. A plataforma é totalmente aberta.

Não sou vidente e não vou ficar fazendo previsões sem fundamento, mas o pessoal do Facebook deve estar bastante preocupado XD

Pelo que eu vi ainda não dá para instalar os aplicativos. O acesso para programadores ainda não está totalmente aberto, eu me inscrevi lá, vamos ver se liberam…

***

Mas é claro que uma plataforma tão integrada vai acabar em problemas: já foi descoberta um falha de segurança gigantesca através de XSS no OpenSocial que permite um aplicativo ter controle total sob suas credenciais, significando que ele pode alterar o seu profile, roubar suas senhas, e outras coisas desagradáveis.

Tenham medo.