Review: Yamato Nadeshiko Shichi Henge
2007-12-12 @ 23:20 -03:00
§ Yamato Nadeshiko Shichi Henge (Perfect Girl Evolution / The Wallflower / YamaNade para os íntimos) é um anime único. Eu baixei dois capítulos do mangá por sugestão da Mina e achei bem engraçado; como então eu descobri que estava passando o anime eu resolvi assistir. A primeira coisa que todos vão notar é: a animação é ruim. Em muitas cenas, os personagens são desenhados como bonecos estilizados. O orçamento dos caras deve ter sido muito, muito pequeno. Isso seria uma grande problema se eles tentasse ficar fingindo que a animação fosse tão ruim.

Mas eles não fizeram isso; eles admitiram e incorporaram a animação tosca, que acabou dando mais personalidade para o anime. Em um dos episódios eles até tiram sarro de si mesmos. Dá para dizer com certeza que eles fizeram o melhor com o que tinham à mão. Eu ia assistindo e apagando os episódios porque achava que nem valia a pena gravar em DVD, no começo eu pensei em parar de assistir. Mas eu não conseguia.
A primeira coisa que salva o anime é a história: ele conta a vida de Sunako, uma menina esquisita que, depois de levar um fora de um cara que a chamou de feia, ficou totalmente traumatizada. Ela se acha a pessoa mais feia do universo; e para piorar, tem um gosto esquisito: ela adora coisas mórbidas, tendo até um esqueleto e um manequim de anatomia de estimação.

Para piorar a situação, sua tia que possui uma mansão alugada para quatro playboys folgados, combina com eles que deixaria eles viveram lá de graça de transformassem Sunako numa lady. Desnecessário dizer que isso resulta em várias situações totalmente cômicas. A Sunako é uma das personagens mais impagáveis que conheço.
A segunda coisa é o diretor dessa insanidade: Shinichi Watanabe, vulgo Nabeshin. Para quem não conhece, ele é o culpado por Excel Saga, Puni Puni Poemi, entre outros. Mas não se preocupe: ele não está tão viajado quanto em Excel Saga e a razão piadas engraçadas/piadas totais está bem mais alta em Yamato Nadeshiko. O humor da série é exatamente o que eu mais gosto: nonsense, mas não demais.

Outra coisa que merece destaque são os seiyuus: a da Sunako é totalmente impagável, a interpretação dela é perfeita, tanto na voz da Sunako desastrada como da Sunako possessa. E é claro, o Tomokazu Sugita como Takenaga — qualquer aparição dele é vitória instantânea (Kyon de Haruhi, Mayama de Honey and Clover, Subaru de X).
As músicas de abertura e encerramento também são muito boas e totalmente viciantes, especialmente a Carnation.
Recomendado para: fãs de comédias (especialmente nonsense), fãs de bishounens, e que não sejam bitolados com qualidade de animação







